Este é um desabafo para a ação Viagem Sem Filhos, saiba como participar clicando aqui
Ainda me lembro bem dos olhares de todos ao me ouvirem dizer que eu estava viajando por uma semana, sem marido e sem minhas gêmeas, que nessa época tinham apenas três meses.
Após três anos tentando engravidar, e gradativamente aumentando de peso e com a cabeça a mil , cheia de dúvidas, fiz uma Fertilização in Vitro (FIV), depois de um resultado negativo, fiz outra e, encurtando uma longa história, engravidei de gêmeos. Gravidez de risco, repouso e tudo mais. Quando elas nasceram, eu tinha tudo planejado, uma enfermeira e minha sogra me ajudariam.
Nada disso ocorreu, porque, primeiro, tive uma mega briga com a sogra, culpa dos hormônios; depois a enfermeira, que sacudiu minha filha entre outras coisas, foi mandada embora.
Eu me vi sozinha com duas, após uma cesária complicada. Todos dizem que se sobreviver aos três primeiros meses com um bebê, o resto é fácil... E foi bem isso. Assim que elas completaram três meses, comprei uma passagem para Filadélfia e lá fui eu... Shopping sem as filhas, marido, hora, mamadeira, fraldas, e sendo julgada por tudo e por todos.
Minhas razões foram simples, eu estava sem energia, cansada e me sentindo para baixo, um casa clínico de depressão pós-parto, e essa viagem me fez bem. O que eu não entendia era ouvir todos dizendo que minhas filhas eram coitadas porque ficaram com o pai. Será que minhas filhas serão avós e o mundo vai continuar assim? Por que os homens podem viajar sem culpa e sem julgamento e a mãe, por trabalhar e deixar os filhos com babá, já é crucificada? Imagina viajando sem eles...
Mas como tudo em minha vida é superado, quando elas estavam com nove meses, não foi diferente e, mais uma vez, curti outra viagem de exploração aos shoppings e lugares legais, sem a bolsa de fraldas, é claro. Elas ficaram com o papai. E ainda ouvi muitos "coitadinhas", mas agora pergunto: Por que coitada? Será que meu esposo é um péssimo pai?
Sei que o tópico desse desabafo era para casais que viajam sem os filhos, mas acredite, mãe que viaja sem os dois são quase apedrejadas. Como diz o pediatra das meninas: eu sou louca mesmo, mas prefiro me considerar uma mãe realizada, feliz, que acha que pode ser de tudo um pouco - boa mãe, profissional, esposa e, um pouquinho, só um pouquinho, egoísta para tirar um tempinho só para ela e renovar a energia... Buscar lá dentro toda a paciência e alegria que, às vezes, deixamos pelo caminho.
Algumas pessoas perdem sua identidade, pois acham que se não forem mães 24 horas, não serve. Eu estou feliz e realizada, sendo mãe 23,5 horas. Meia hora por dia, eu vou guardando e acumulando para gastar a cada seis meses só comigo, assim não me esqueço que tem uma pessoa aqui dentro que gosta de se sentar ao sol, beber algo gelado e ler um livro por meia hora, que também quer levantar e sair correndo em 10 minutos, quer comer o prato preferido ainda quente, quer voltar renovada e cheia de saudade para ser, além de tudo, "a mãe perfeita” aos olhos da sociedade.
Porque aos meus olhos, eu sou mãe de corpo e alma, desde o dia 20 de julhos às 23h27, quando ouvi o chorinho das gêmeas entendi o real significado de amor incondicional.
Feliz Dia das Mães para todas vocês! Afinal nosso dia é todo dia!
Marjorie, vc sabe o qto te admiro porque sei que não é nada fácil cuidar de um só, imagine de gêmeas e sem ajuda, como acompanhei em seu blog. Parabéns mesmo, espero realmente que a mentalidade das pessoas mudem, de minha parte já mudou, a viagem a sós com o marido já aconteceu, vou começar a prepará-lo pra minha viagem sozinha e muito tchuren tchuren, rsrsrs. Beijos!
Que inveja de você, isto sim!
Ainda não consegui ter a coragem para tal mas apoio sua iniciativa.
Para suas filhas uma mãe equilibrada é muito mais positivo do que ficar sem ela por uns dias..
Marjorie, acredito que se você e seu marido se entenderam e estão felizes assim, isso só trará bebefícios para suas meninas, nada melhor que pais em dia consigo mesmos...parabéns.
Seu desabafo é corajoso mas pipocaram perguntas na minha cabeça:
1 - Mega briga com a sogra não foi você e sim os hormônios?
2 - Enfermeira - hormônios?
3 - Um shopping COM as filhas não vale?
4 - "Julgada por todos" inclui você?
5 - A "bolsa de fraldas" te pesa muito?
6 - Sair só, em viagem, ir ao shopping sem os filhos é "não perder a identidade " ou tentar reencontrar uma identidade que já não existe? Pai, Mãe, não são papéis incorporados na identidade?
7 - Você entendeu o real significado do amor "incondicional" DESDE que... não fique sem um tempo para você, para a viagem sozinho, para o shopping... sozinha.
8 - Um pai pode frequentar festas rave e muitos acharão que a mãe não. Não é justo, mas ... vamos mudar isso?
Ser mãe é uma tarefa insuportável, ou não.
Nossa!!!se vc ouviu muitas criticas por viajar sozinha...vai aqui os meus PARABÉNS!!!
Parabéns, pq vc é corajosa e decidida...muitas mulheres ou quase todas elas esquecem de si próprias qdo tem seus filhos...perdem a identidade...passam a ser apenas mãe...não vão mais a um programa legal com amigos pq sentem-se culpadas por deixarem o filho com avós...qdo vão é aquela afobação p/ voltar logo pra casa,deixam de curti o momento...até os exames de prevenção ficam pra depois.
Eu lhe dou os parabéns pq vc pensou em vc primeiramente,pq se nós não pensarmos em nós...quem vai pensar???não é fácil cuidade de uma criança...imagine duas ao mesmo tempo...é um desgaste total..além da casa..marido..profissão...e tudo o mais...Acho q todas as mães deveria sim tirar uma semana que seja p/passar um tempo só seu.
Percebi isso no ano de 2006 qdo meu marido viajou com nossos dois filhos e eu fiquei sozinha em casa...pude apreciar bons momentos comigo mesma...ficar sem fazer nada...relaxar...acordar tarde...sem preocupações...foi tudo de bom...E qdo eu afirmava isso no trabalho ou p/ alguém conhecido ou da familia...já vinha aquele julgamento negativo, vc é louca,deixar o marido e filhos viajarem sem vc...nossa!!que horrorrrrrrr!..ah!! eu heim não fico sem meus filhos e marido.
Mas pra mim foi uma experiência maravilhosa....pude me reencontrar...viver um pouco só pra mim...Parabéns mais uma vez, vc mereceu...nós merecemos!!!!
Ahhhh Marjorie, eu acompanhei toda a sua história no blog, leio vc sempre, e como mãe que tmb sou posso te dizer que estou com vc e não abro mão do meu espaço. Já viajei com meu marido, minha filha viaja pra casa da avó sem nós, mu marido já viajou sem nós duas e tudo isso é muito importante pra gente se lembrar que estamos vivas e precisamos cuidar de nós....Bjsssssssss
Meninas foi a primeira vez que deixei um depoimento aqui incentivado pela minha cara amiga Mic que essa amizade veio pelo mundo virtual e se tornou real, uma amiga dez que acha tempo mesmo com 2 filhos, marido e trabalho de chegar antes de mim na maternidade rsrs. Algumas de voces ja me conhecem do blog e sabem que tenho um grande defeito achar ironia em tudo e viver minha vida do jeito que acho certo, claro como tudo na vida isso me trouxe beneficios e maus momento tambem , mas quem é perfeito? Eu sei que cada caso é um caso , mas vejo por minha família, nós somos 5 filhos, presentes, ajudamos minha mãe, damos presentes, marcamos encontro, mas quantas de nós ligamos todos os dias pra saber se ela teve um bom almo´co ou janta, ou se está feliz com sua vida e suas opções, se precisa de shampoo ou algo fútil , coisas do dia a dia. Então percebi que criamos filhos para a vida. Muitas pessoas dizem que minhas filhas são muito boas e já acho que infelizmente elas não tem opção. Uma porque não tive sorte de encontrar alguém que saiba respeitar seu espaço mesmo moranod em sua casa, meu apartamento não tem dependência, e acho que meu jeito de ser não suporta ainda uma pessoa dentro da minha intimidade, eu prefiro me virar do que tratar mal alguém pois hoje ou amanhã não estou afim de ter alguém compartilhando minha intimidade.
Quanto aos hormônios, eu sei que influenciam muito, quem não perdeua paciência sem necessidade durante um TPM ou gestação. Quanto a enfermeira ela fumava, chogava cigarros na varanda dos vizinhos e chegou a sacudir e bater no bumbum da minha filha com 20 dias, eu a mandei embora, isso eu não iria tolerar com o sem hormônio e isso foi durante alguns minutos que estava no quarto de completo repouso pois quase perdi meu útero e meu esposo tinha ído comprar comida. Quanto a sogra nunca me dei bem com ela, sempre a respeitei pois é mãe do meu esposo, mas ela sempre me chamou de alejada na frente de todos, pois eu não conseguia engravidar, e ainda estava acima do peso e ela me chamava de obesa, e sim com ou sem hormônios perdi minha paciência e resolvi dar uma resposta mal criada depois de 5 anos.
E quanto ao prazer da viagem, sim eu sinto prazer nas pequenas coisas hoje. As lojas não estâo preparadas para o carrinho de gêmeos, não consigo me movimentar nas grandes lojas, pois ignoranod as leis, eles enchem as rotas de fuga com promoções, e em caso de incêndio eu acho que todos devem ter prática em corrida com obstáculos, pois seria isso que aconteceria, sinto prazer em conseguir entrar num provador e experimentar uma roupas, já fazem 9 meses que não sei o que é isso. Nosa estados Unidos onde morei, você pode comprar experimentar em casa e se não der , volta e pega seu dinheiro de volta, mas aqui não entâo vocês podem imaginar quantas peças de roupa eu tenho em casa que não dá. Meu objetivo aqui não é ser certa ou errada , é só dizer que stá ok se estiver presa no trânsito e seu filho está com alguém em casa, está ok, não precisamos sentir aquela dor no peito de ansiedade como tinha no início, parece que seu coração vai saír junto com o almoço. Senti muita falta delas, chorei no avião, levei algumas roupas sem experimentar, força do hábito, e chorei de novo quanod as ouvi chamar mama mama pelo telefone, mas também tive o prazer de não carregar a bolsa de fralda pesada, pesada sim, tenho duas, tenho um carrinho duplo e duas bebéias ocm amis de 10 kg e além disso tem os copinhos refeições e etc. Tenho burcite e tendinite crônica no manguito direito, e sim eu consigo achar prazer em saír com uma mini bolsinha de night rsrsrs. E sei que tenho defeitos, mas uma coisa eu aprendi rápido depoios de perder pessoas tão novas que morreram de câncer ou assassinados. Precisamos curtir o hoje e não o amanhã. E pra mim, ser mãe e fazer um pouco de tudo, poder ser eu ter minha identidade, como ser um pouco egoísta em querer comer seu prato preferido quente, como ser mãe e perceber que está tomando seu café da manhã as 11 da noite.
Percebi que estou me dando mais do que seria saudável, mas fazer o que.
Minha irmã falou ontem: Você está surtanod mesmo, toda hora vocêr fala: Ah tenho que fazer isso ou auqilo essa madrugada.
E eu nunca tinha percebido isso, pois elas dormem entre 9 e 10, depois eu vou tomar banho, comer algo, e quando vejo no relógio já são mais de 1 ou 2 da manhã.
Éh meninas, espero que vocês sempre busquem sua felicidade, seja, sendo mãe 24 horas e esquecendo de cuidar de você, sabe acho que o pior sentimento é o arrependimento, olhar pra trás e pensar: Porque não fiz isso ou aquilo diferente, porque não me cuidei.
Então decidi que esse ano será um pouco meu, voltar a exercer minha profissão, cuidar do meu cabelo, do meu corpo, da minha mente, me renovar e me amar, pois quando nos amamos é muito mais fácil amar ao próximo. E quando estamos bem, e nossa auto estima está alta, tenha certeza que seus filhos conseguem sentir essa segurança e certeza de que tudo é possível!
Bjs e obrigada pelos recados , e para minhas amigas do blog, prometo que vou atualizá-lo com mais frequencia rsrsrs.
Estou renovada, feliz e ainda sou mãe rsrsrs, eu acho rsrs!
Parabéns, Marjorie, pelo desabafo, pela vitória no concurso e pela mulher que você é. No mínimo, admirável porque faz o que muitas de nós têm uma dificuldade imensa de fazer e, ás vezes, nem imagina que cuidar de si própria é possível, permitido, enfim, somos mães bastante presas à nossa cultura latina de estar 100% ao lado dos nossos filhos. Parabéns e obrigada pela participação! Você é a vencedora do concurso.
Estou com você e não abro.Às vezes sentia uma angústia tremenda sem saber a razão até perceber que era falta de tempo para mim mesma. Sempre fui independente, trabalho fora, e muito, e ainda tenho que dar conta de um casal de filhos (de 1 e 7 anos)e da administração da casa.E fazer coisas de que gosto como ler, por exemplo, (não apenas os livros técnicos que preciso ler)mas romances ou uma simples revista se tornou algo impossível, ficar sozinha (é da minha personalidad ADORAR ficar sozinha), então, nem pensar. Penso que quando decidimos ser mãe realmente precisamos abrir mão de muitas coisas mas não a ponto de sermos infelizes em nome de uma aparente presença na vida de nossos filhos - na verdade ninguém infeliz torna alguém feliz