Autismo infantil tem cura?

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O autismo faz parte de um grupo de síndromes, que afeta o desenvolvimento e capacidade de socialização do paciente com outras pessoas, familiares e amigos. Esse grupo de síndromes leva o nome de Transtorno Global de Desenvolvimento, TGD, e a doença do autismo pode causar diversos problemas no desenvolvimento do crescimento e da fala da criança, detectados ainda quando são bem pequenos.

O que é autismo? características do autismo infantil

Em alguns casos é possível identificar a doença antes dos dois anos de idade e com isso já pode ser iniciado um tratamento, que poderá permitir ao paciente levar a vida normalmente, dentro do possível e aceitando as suas limitações, sem que isso cause danos na questão psicológica do paciente que sofre de autismo. A doença infelizmente não apresenta cura, mas estudos realizados nos Estados Unidos em 2010 chegaram a resultados próximos, mas ainda não existem medidas de tratamento ou medicamentos que possam garantir a cura da doença.

É muito importante e necessário para a eficácia do tratamento, que tanto o paciente quanto os familiares mais próximos aceitem a doença e não deixe que esse problema afete de forma devastadora a vida do paciente. Existem pacientes autistas possuem sucesso na vida profissional, acadêmica e pessoal também, chegam a casar e ter filhos, mas não é por isso que eles não sofreram no decorrer da vida com as dificuldades que a doença impõe na vida do paciente. Em paralelo aos tratamentos para cuidar do autismo é essencial que o paciente também faça acompanhamento psicológico, para lidar com as dificuldades e preconceitos no decorrer da vida.

Quais os tipos de autismo infantil?

Foi identificado que existem vários tipos de Autismo, entretanto cada síndrome com sua nomenclatura específica: Autismo Clássico (Classic autism), Síndrome de Asperger (Asperger syndrome), Autismo Atípico (Atypical autismo), Autismo de Alto Nível Funcional (High-functioning autism), Perturbação Semântica-Pragmática (Semantic pragmatic disorder), Perturbação do Espectro do Autismo (Autistic spectrum disorder (ASD).

Tratamento do autismo infantil

Quando se trata de pacientes ainda crianças, o tratamento tem como prioridade desenvolver a fala e linguagem, além de agir na interação do paciente com a sociedade de forma geral, com familiares, amigos, colegas de escola.

O tratamento vai depender do tipo de autismo que a criança possui e do seu grau de comprometimento, mas pode ser feito com:

Uso de medicamentos prescritos pelo médico;

Sessões de fonoaudiologia para melhorar a fala e a comunicação;

Terapia comportamental para facilitar as atividades diárias;

Terapia de grupo para melhorar a socialização da criança.

Apesar do autismo não ter cura, o tratamento, quando é realizado corretamente, pode facilitar o cuidado com a criança, tornando a vida dos pais um pouco mais facilitada. Nos casos mais leves, a ingestão de medicamentos nem sempre é necessária e a criança pode levar uma vida bem próxima do normal, podendo estudar e trabalhar sem restrições.

Quando adolescentes, o tratamento tem o maior foco para o desenvolvimento profissional e social. Nesta fase o paciente já está em transição para a fase adulta, onde é preciso escolher profissão, saber lidar com pessoas, muitas vezes a paixão por outra pessoa surge e são situações que o paciente vai precisar de ajudar também psicológica, para aprender a lidar com possíveis rejeições, sem que isso causa muitos danos ao andamento do tratamento. Na fase adulta o foco vai para que o paciente conquiste autonomia e que tenha uma boa convivência social em todos os campos da vida, como trabalho, educação, família e etc.

Autismo Infantil na escola

É fundamental que o processor tenha um material adaptado que facilite a aprendizagem e ajude a criança a ficar atenta e realizar as atividades com motivação e atenção, dispensando a ajuda intrusiva do professor. Por exemplo, ao observar que a criança se interessa por um determinado desenho animado, o professor pode adaptar atividades de matemática com imagens desta animação para a criança parear com os números. Outra mudança importante, além da confecção do material, é a disponibilização no ambiente de dicas visuais, ordem e previsibilidade são muito importantes, as pistas visuais irão ajudar a criança a prever os efeitos do seu ambiente e reduzir o medo do desconhecido (Quadro de rotina, cartolinas com palavras escritas), dicas auditivas (vinhetas que cantem o que a criança precisa fazer, instrução verbal), dicas gestuais (gestos que indiquem o que a criança precisa fazer) e por fim dicas físicas (o professor pega na mão da criança para ela poder realizar a atividade), é importante salientar que essas dicas devem ser retiradas gradualmente para garantirmos a independência nas atividades. Algumas dessas crianças apresentam comportamentos destrutivos (birra exagerada, onde a criança apresenta dificuldade para se acalmar, desencadeando comportamentos auto lesivos e/ou heterolécitos), é importante investigar a razão deste comportamento, onde ocorre, quando e em qual situação. Diante desta situação, o professor terá que mantenha a calma e não se altere, redirecione o comportamento do aluno chamando sua atenção com algo que a criança goste, por exemplo, um brinquedo, mantenha o tom da voz baixo ou não verbalize neste momento, evite perguntas como: o que você quer? Espere um pouco, calma!

Estas perguntas podem reforçar o comportamento e aumentar a probabilidade de o comportamento voltar acontecer em uma escala maior. E quaisquer que sejam os acontecimentos, deverá ser relatado para a família e para a equipe terapêutica que acompanha a criança, a troca de informações entre as pessoas que participam da vida desta criança vai ajudar entender determinados comportamentos e juntos encontrar soluções para os mesmos.

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